
Uma investigação da TV Bahia revelou um esquema que teria superfaturado em milhões de reais cachês de artistas contratados com recursos públicos na Bahia entre 2015 e 2024. A apuração analisou mais de dez anos de relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e centenas de notas fiscais. Entre os citados estão produtoras de eventos, pessoas apontadas como laranjas e o ex-gestor da Superintendência de Fomento ao Turismo da Bahia (Sufotur), Diogo Medrado.
Segundo a reportagem, auditorias identificaram contratações de artistas por valores superiores aos praticados no mercado, além de apontamentos sobre falta de justificativa de preços, concentração de contratos em determinadas empresas e uso de inexigibilidade de licitação. Entre 2023 e 2025, quatro produtoras receberam juntas cerca de R$ 58 milhões por meio de 641 pagamentos efetuados pela Sufotur.
Ex-presidente da Bahiatursa e posteriormente gestor da Sufotur, Diogo Medrado aparece como principal nome citado nas auditorias do TCE. Os relatórios registram multas aplicadas entre 2016 e 2017, desaprovação das contas da autarquia nos anos de 2019, 2020 e 2021 e apontamentos relacionados à entrega de documentos durante fiscalizações. O orçamento do órgão também apresentou crescimento expressivo ao longo do período analisado.
O Ministério Público da Bahia informou que mantém em andamento um inquérito civil sobre contratações artísticas da Sufotur e um procedimento de investigação criminal relacionado a supostos crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, ambos vinculados ao órgão estadual. Em nota, Diogo Medrado negou irregularidades, afirmou que as contratações seguiram a legislação vigente e declarou estar à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades competentes. Com informações da TV Bahia
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