
O "Manifesto à Nação Brasileira pela Reparação ao Povo de Canudos" foi lançado na sexta-feira (12), no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, em Salvador, com 500 assinaturas de personalidades de várias regiões do Brasil e do exterior, incluindo escritores, cineastas, professores, jornalistas e acadêmicos. O documento, nascido do "GT Reparação", propõe a correção histórica em relação ao massacre ocorrido no final do século XIX.
Durante a cerimônia, o cineasta Antônio Olavo fez uma leitura emocionada do manifesto, justificando a importância da reparação com base no fato de que "os grandes proprietários de terras receberam vultosas somas do estado brasileiro" após a Lei Áurea. O acadêmico Aleilton Fonseca afirmou que "Canudos é o tema mais importante da nacionalidade brasileira" e que "ali não foi uma guerra, foi um massacre". O professor Luiz Paulo Neiva anunciou proposições de políticas públicas para a região, como a implantação de uma universidade federal.
A desembargadora Joanice Guimarães, do Tribunal de Justiça da Bahia, informou que a ação judicial ajuizada pela Prefeitura de Canudos pela reparação já tramita na Justiça Federal da comarca de Juazeiro e está na fase de conciliação para cálculo da indenização.
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