
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) da investigação sobre a compra frustrada de respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia da Covid-19. Segundo o órgão, há indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos que teriam continuado enquanto o ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ocupava cargo no governo federal .
Em 2020, quando presidia o Consórcio Nordeste, Rui Costa assinou um contrato de R$ 48 milhões para aquisição de respiradores pulmonares com uma empresa supostamente sem qualificação técnica e autorizou pagamento antecipado. Os equipamentos nunca foram entregues e os recursos não foram recuperados — os bloqueios judiciais alcançaram menos de 3,5% do valor desviado . "A ocultação de valores em apuração reúne esses elementos. É crime permanente que teve início no contexto da contratação e se manteve, sem solução de continuidade, durante o período em que ele ocupou o cargo de Ministro de Estado", afirmou a PGR .
A manifestação também menciona delação premiada de empresários responsáveis pela venda, que afirmaram ter feito pagamentos a um lobista que se apresentava como amigo de Rui Costa e intermediou a contratação . O caso está sob relatoria do ministro Og Fernandes, no STJ, que decidirá sobre o novo encaminhamento. A PGR criticou as sucessivas mudanças de competência que marcaram o inquérito desde 2020, afirmando que cada deslocamento implicou "paralisação das diligências". Com informações do Estadão
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