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MP acusa prefeito da Chapada Diamantina de 'criminalidade ambiental institucionalizada' por loteamentos ilegais

Investigação aponta que Wilson Rocha (Avante) mistura atuação pública com negócios imobiliários irregulares no Vale do Capão, sem licença ambiental e com esgoto clandestino

25/05/2026 às 13h55 Atualizada em 03/06/2026 às 09h13
Por: Redação
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Loteamento Wilson, no Vale do Capão, visto de cima - Foto: Dovulgação
Loteamento Wilson, no Vale do Capão, visto de cima - Foto: Dovulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) investiga o prefeito de Palmeiras, Wilson José da Rocha (Avante), por suspeita de "criminalidade ambiental institucionalizada" na região da Chapada Diamantina. Os procedimentos IDEA nº 152.9.125397/2024 e nº 321.9.326986/2022 apuram loteamentos clandestinos realizados sem licenciamento ambiental e sem rede de esgoto, colocando em risco o lençol freático e a balneabilidade do Rio Preto, no Vale do Capão .

O ex-secretário de Meio Ambiente do município, Thiago Ramos, declarou ao MP que foi exonerado em agosto de 2025 por exercer o poder de polícia e fiscalizar os empreendimentos ligados ao chefe do Executivo. Segundo Ramos, as áreas comercializadas pela WJ da Rocha Imobiliária do Vale Ltda. - empresa da qual Wilson Rocha é sócio-administrador ao lado de sua companheira - carecem de regularização fundiária e ambiental, com terrenos vendidos abaixo da fração mínima exigida pelo Incra e sem autorização do órgão estadual .

A investigação também revela que Palmeiras opera com legislação urbanística defasada desde 1997, anterior ao Estatuto da Cidade. Em março de 2026, pressionado pelo MP, o prefeito assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a elaborar um novo Plano Diretor. Paralelamente, a Câmara de Vereadores tenta aprovar um pacote de projetos que concentraria a gestão ambiental e territorial nas mãos do Executivo, enfraquecendo o controle social. Com informações de ATarde

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