
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) investiga o prefeito de Palmeiras, Wilson José da Rocha (Avante), por suspeita de "criminalidade ambiental institucionalizada" na região da Chapada Diamantina. Os procedimentos IDEA nº 152.9.125397/2024 e nº 321.9.326986/2022 apuram loteamentos clandestinos realizados sem licenciamento ambiental e sem rede de esgoto, colocando em risco o lençol freático e a balneabilidade do Rio Preto, no Vale do Capão .
O ex-secretário de Meio Ambiente do município, Thiago Ramos, declarou ao MP que foi exonerado em agosto de 2025 por exercer o poder de polícia e fiscalizar os empreendimentos ligados ao chefe do Executivo. Segundo Ramos, as áreas comercializadas pela WJ da Rocha Imobiliária do Vale Ltda. - empresa da qual Wilson Rocha é sócio-administrador ao lado de sua companheira - carecem de regularização fundiária e ambiental, com terrenos vendidos abaixo da fração mínima exigida pelo Incra e sem autorização do órgão estadual .
A investigação também revela que Palmeiras opera com legislação urbanística defasada desde 1997, anterior ao Estatuto da Cidade. Em março de 2026, pressionado pelo MP, o prefeito assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a elaborar um novo Plano Diretor. Paralelamente, a Câmara de Vereadores tenta aprovar um pacote de projetos que concentraria a gestão ambiental e territorial nas mãos do Executivo, enfraquecendo o controle social. Com informações de ATarde
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