
Em política, há críticas que acabam servindo como confissão involuntária. Foi o que ocorreu quando o vereador Carlos de Deus (PSB) usou a tribuna da Câmara Municipal de Jacobina, no centro-norte baiano, para atacar a gestão da prefeita Valdice Castro (PMB) e revelou que o município encerrou o exercício fiscal com mais de R$ 46,6 milhões em caixa, transformando a suposta denúncia em um atestado de responsabilidade fiscal da prefeita.
Ao questionar o dinheiro “aplicado”, o edil ignorou princípios básicos de planejamento e previsibilidade que garantem a continuidade dos serviços essenciais. Em pouco mais de um ano, a atual administração economizou sem comprometer saúde, educação, limpeza urbana, assistência social e segurança, mesmo diante do desequilíbrio herdado da gestão anterior.
Há, nesse episódio, uma ironia incontornável: o mesmo vereador que hoje questiona a existência de saldo em caixa integrou o governo anterior como secretário e foi aliado político do gestor responsável pelo maior rombo financeiro da história de Jacobina, e que agora está sendo saneado.
O discurso oposicionista acaba por reconhecer que, diferentemente do passado recente, a Prefeitura volta a ter capacidade de investimento e recupera passo a passo a confiança da população na Prefeitura, evidenciando responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.
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