
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua carta de demissão nesta quinta-feira, 8 de janeiro, deixando o cargo após quase dois anos à frente da pasta. A saída ocorreu em uma data simbólica, logo após Lewandowski participar da cerimônia que marcou os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Lewandowski, que assumiu o ministério em fevereiro de 2024 após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), alegou em sua carta que a decisão foi tomada por "questões pessoais e familiares". No entanto, a saída ocorre em um contexto de dificuldades políticas. Relatos da imprensa indicam que fatores como a paralisia da PEC da Segurança Pública no Congresso e o desânimo com mudanças em outros projetos da área contribuíram para sua decisão. A retomada de articulações no governo para dividir o Ministério da Justiça em duas pastas separadas também é apontada como um motivo para a saída antecipada.
O governo ainda não anunciou um substituto permanente. Enquanto isso, o secretário-executivo do ministério, Manoel Almeida, assumirá o cargo de forma interina. O ministério é responsável por órgãos como a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional. Com informações de Agência Brasil
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