
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 12, a Operação Transparência, cumprindo mandados de busca e apreensão contra Mariângela Fialek, ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL) na Presidência da Câmara dos Deputados. A ação investiga desvios de recursos do chamado "orçamento secreto", as emendas parlamentares com origem não identificada.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a servidora, conhecida como "Tuca", "exercia o controle de indicações desviadas de emendas" em benefício de uma "provável organização criminosa" voltada a crimes contra a administração pública. O ministro do STF Flávio Dino, que autorizou a operação, afirmou que há fortes indícios de que ela atuava "supostamente sob ordens diretas" do então presidente da Casa, Arthur Lira.
Os indícios surgiram a partir de depoimentos de parlamentares à PF. O deputado José Rocha (União-BA) relatou ter recebido de "Tuca" planilhas e minutas de ofício com valores superiores a R$ 1 bilhão sem identificação de autores ou beneficiários. Ao segurar o envio de R$ 320 milhões direcionados a Alagoas, estado de Lira, ele foi pressionado pelo próprio deputado, que reclamou por telefone. Glauber Braga (PSOL-RJ) também apontou repasses atípicos para municípios alagoanos.
A defesa de Mariângela Fialek emitiu nota afirmando que sua atuação sempre foi "estritamente técnica, apartidária e impessoal" e que todo o material de trabalho é público. A assessoria de Arthur Lira disse que não vai se manifestar sobre a operação porque o parlamentar não é investigado. Com informações de O Globo e UOL.
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