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PF vê ex-ministro como articulador institucional em esquema de descontos no INSS

Investigação aponta repasses irregulares, vantagens indevidas e atuação coordenada para ampliar fraudes em benefícios previdenciários

14/11/2025 às 02h31 Atualizada em 18/11/2025 às 01h26
Por: Redação Fonte: g1
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Onyx Lorenzoni foi substituido por José Carlos Oliveira como ministro do Trabalho e Emprego em 2022 | Foto: Alan Santos/PR e Clauber Cleber Caetano/PR
Onyx Lorenzoni foi substituido por José Carlos Oliveira como ministro do Trabalho e Emprego em 2022 | Foto: Alan Santos/PR e Clauber Cleber Caetano/PR

As apurações da Polícia Federal identificaram que Ahmed Mohamad Oliveira, ex-ministro da Previdência e ex-diretor de Benefícios do INSS, atuou como um dos articuladores institucionais das fraudes ligadas à Conafer, autorizando repasses sem comprovação documental e recebendo valores ilícitos. Mensagens, planilhas e registros financeiros indicam pagamentos vinculados ao ex-ministro, além da liberação de R$ 15,3 milhões que permitiu a expansão das irregularidades para mais de 650 mil benefícios.

A investigação também envolve o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, apontado como peça-chave na manutenção do esquema, que teria recebido até R$ 250 mil mensais em propinas por meio de empresas e intermediários. Documentos enviados ao STF mostram que os desvios utilizavam autorizações falsificadas, registros indevidos em sistemas do INSS e contratos firmados desde 2017. A estimativa é de que mais de R$ 640 milhões tenham sido desviados via Conafer entre 2017 e 2023.

A operação desta quinta-feira (13) prendeu nove envolvidos, incluindo ex-gestores do INSS, empresários e integrantes da Conafer, além de responsáveis por outras entidades que participavam da estrutura criminosa. Segundo a PF e a CGU, o conjunto de fraudes envolvendo descontos irregulares em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024 pode ter movimentado cerca de R$ 6,3 bilhões.

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