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Projeto que equipara facções a terroristas será votado na CCJ da Câmara

Proposta amplia a Lei Antiterrorismo e inclui organizações criminosas e milícias privadas no texto

04/11/2025 às 04h41 Atualizada em 05/11/2025 às 01h29
Por: Redação
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RI Rio de Janeiro (RJ) 28/10/2025 - Mega Operação Policial nos Complexos do Alemão e Penha. Na foto movimentação policial na Vila Cruzeiro. | Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
RI Rio de Janeiro (RJ) 28/10/2025 - Mega Operação Policial nos Complexos do Alemão e Penha. Na foto movimentação policial na Vila Cruzeiro. | Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (4) o projeto de lei que classifica facções criminosas e milícias como organizações terroristas. A proposta, de autoria do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), ganhou celeridade após a operação no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos. O texto é relatado por Nikolas Ferreira (PL-MG), mas deve ser substituído por Guilherme Derrite (PP-SP) no plenário.

A medida amplia o alcance da Lei Antiterrorismo e prevê punições mais severas, transferindo a investigação desses crimes para a Polícia Federal. Parlamentares governistas e partidos de esquerda criticam a proposta, afirmando que ela pode abrir espaço para interferências internacionais e não contribui efetivamente no combate ao crime organizado. O ministro Guilherme Boulos classificou a iniciativa como “retórica alinhada à política intervencionista dos EUA”.

O presidente da CCJ, Paulo Azi (União Brasil-BA), defendeu a votação do projeto como resposta à escalada da violência. Segundo ele, a proposta visa tipificar ações criminosas com domínio territorial ou retaliação a políticas públicas como atos de terrorismo, quando causarem terror social ou ameaça à ordem pública. O relatório de Derrite ainda não foi divulgado. Com informações da FolhaPress

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