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Após quase década de proibição, Guerra de Espadas deve ser liberada com certificado do Exército em Senhor do Bonfim

Tradição centenária poderá ocorrer em “espadódromo” com artefatos certificados e regras de segurança. Homologação ainda corre contra o tempo para o São João 2026

08/06/2026 às 11h29 Atualizada em 09/06/2026 às 23h09
Por: Redação
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Guerra de espadas na Rua Doutor Almeida (conhecida como Urbis), Periperi, Subúrbio Ferroviário de Salvador (BA) - Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE
Guerra de espadas na Rua Doutor Almeida (conhecida como Urbis), Periperi, Subúrbio Ferroviário de Salvador (BA) - Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE

A tradicional Guerra de Espadas de Senhor do Bonfim, proibida na Bahia desde 2017 por decisão do Tribunal de Justiça, está perto de ser legalizada pela primeira vez no estado. A conquista é resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em dezembro de 2025 entre o Ministério Público da Bahia (MPBA), a Prefeitura, a Associação dos Espadeiros (Acesb), Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e CREA-BA  O acordo prevê a criação de um "espadódromo" em local isolado, com distanciamento de hospitais, escolas e residências, além de iluminação de emergência, brigadistas e unidades de saúde em alerta.

A principal exigência é o uso exclusivo de espadas certificadas pelo Exército Brasileiro, produzidas por uma fábrica regularizada em Minas Gerais. O SENAI-MG atuará como autoridade certificadora, e já existe um protótipo testado aguardando homologação militar. No entanto, os espadeiros reconhecem que a burocracia pode impedir a liberação a tempo do dia 23 de junho, com a possibilidade de uma celebração especial em julho ou agosto para marcar o retorno definitivo da tradição. O descumprimento do acordo sujeita o município ou a associação a multa diária de R$ 20 mil.

Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do município desde 2007, a manifestação recebeu nova vitória em 2 de junho com a aprovação de projeto de lei que autoriza o Executivo a apoiar a tradição. Em Cruz das Almas, outro município onde há movimento para regularizar a prática, o processo ainda não avançou na mesma velocidade. Com informações de ATARDE

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