
O governo da Bahia, sob gestão de Jerônimo Rodrigues (PT), realizou 207 pagamentos ao Banco Master entre 2023 e fevereiro de 2026, totalizando R$ 49,2 milhões, conforme dados do Portal da Transparência divulgados pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo . Apenas em 2024, foram pagos R$ 47,4 milhões em operações relacionadas à antecipação de valores provenientes de precatórios do Fundef, recursos destinados à educação e que foram cedidos pelo estado à instituição financeira em troca de liquidez imediata.
As operações de antecipação de receitas são comuns entre estados e municípios, mas o Portal da Transparência não detalha os custos financeiros envolvidos, como taxas de juros ou condições contratuais firmadas com o banco. Na gestão anterior, do ex-governador Rui Costa (PT), foram registrados 237 pagamentos ao Master entre 2019 e 2022, somando R$ 1,61 milhão.
O caso ganhou novos desdobramentos após reportagem do Metrópoles revelar que o empresário baiano Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master, teria operado um esquema de pagamento de propina com distribuição de malas de dinheiro na sede do banco em São Paulo e repasses a empresas que teriam políticos como sócios ocultos . A Polícia Federal identificou que uma das empresas beneficiadas está no nome da esposa de um secretário de Estado com conexões com o PT baiano . Lima foi preso em novembro de 2025, passou 11 dias detido e responde ao processo com tornozeleira eletrônica. Com informações de Bahia Notícias
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