
A polêmica começou na estreia do podcast Café Amargo, do perfil @comunika.tv. Ao comentar o cenário eleitoral de 2026 na Bahia, Leno Assis analisou a projeção de que o MDB poderia eleger dois deputados federais. Ele citou os 136 mil votos obtidos por Ricardo Maia na última eleição e considerou a estimativa de 150 mil votos para Jayme Vieira Lima, número mencionado publicamente. A partir dessa base, apontou que o partido precisaria alcançar algo entre 400 e 460 mil votos para garantir duas cadeiras e questionou onde estariam os votos restantes.
O recorte da fala circulou nas redes sociais e provocou reação de Geddel Vieira Lima, que contestou a análise e questionou se o comunicador teria buscado informações diretamente com o partido antes de comentar sobre nominata. Leno respondeu afirmando que não declarou ter tratado do tema com o ex-ministro e que sua avaliação se baseou em diálogos políticos e em dados públicos discutidos no programa. O debate então ganhou tom mais firme, incluindo uma provocação sobre a projeção de votos.
O ponto central, no entanto, permanece objetivo. Leno não fez acusação nem insinuação. Fez uma conta pública a partir de números conhecidos e levantou uma dúvida sobre viabilidade eleitoral. Em um ambiente democrático, projeções partidárias são passíveis de análise e questionamento. A divergência revela menos um conflito pessoal e mais um embate entre expectativa política e cálculo eleitoral.
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