
O senador e presidente estadual do PSD, Otto Alencar, admitiu publicamente viver um momento politicamente sensível diante da formação da chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para a reeleição. Em entrevista, ele reconheceu estar em uma "posição delicada", pressionado pela necessidade de defender os interesses do PSD sem romper com a aliança histórica que o partido mantém com o PT no estado.
Otto Alencar afirmou que ainda não iniciou diálogos diretos sobre a composição da chapa, que envolve nomes como o do ex-governador Rui Costa, o senador Jaques Wagner e o senador Angelo Coronel, do próprio PSD. Ele ressaltou que a convenção partidária só ocorre em julho e que "todos precisam ser ouvidos", incluindo os demais partidos da base aliada.
Embora tenha reforçado sua trajetória de aliança ininterrupta com o projeto do PT e com o presidente Lula, declarando não ver possibilidade de estar em um palanque adversário, Otto destacou a necessidade de defender o PSD. Isso inclui a possibilidade de reeleição do senador Angelo Coronel. Para ilustrar o impasse, usou uma metáfora médica: "Sempre operei quando tinha diagnóstico. Agora, na política, eu estou sem diagnóstico".
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