
A Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (10), suspender por seis meses o mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), após um acordo de última hora que reverteu um processo que pedia sua cassação. A suspensão foi aprovada por 318 votos a favor e 141 contra. O Conselho de Ética havia recomendado a cassação do mandato, mas uma articulação política no plenário, envolvendo partidos do centrão, permitiu a mudança para a pena alternativa.
O processo que motivou a punição foi aberto após o deputado protagonizar embates físicos com um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) em abril do ano passado. Glauber Braga alegou em sua defesa que agiu após ser provocado e após o militante ofender sua mãe, que estava doente na época.
A decisão do plenário ocorreu em meio a grande tensão. Na terça-feira (9), um dia antes da votação, o deputado ocupou a cadeira da presidência da Câmara em protesto e se recusou a sair, sendo retirado à força pela Polícia Legislativa. Durante o tumulto, a transmissão da TV Câmara foi cortada e jornalistas foram retirados do plenário.
A articulação que salvou o mandato de Glauber Braga dividiu partidos e gerou críticas. Enquanto deputados de esquerda celebraram o resultado, parlamentares da oposição acusaram o governo de negociar emendas parlamentares para obter votos – acusação que foi negada por representantes governistas. Durante a votação, o vice-líder do PL, Bibo Nunes (RS), que orientou o partido a votar pela suspensão, foi destituído da vice-liderança pelo líder do partido, Sóstenes Cavalcante (RJ). Com informações do g1
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