
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta segunda-feira (27) recursos contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão. Os advogados classificaram a sentença como “injusta” e alegaram que o acórdão — documento final do julgamento — não detalhou os critérios usados para fixar a pena.
Nos embargos de declaração, protocolados horas antes do fim do prazo, a defesa sustenta que Bolsonaro teria “desistido” da tentativa de golpe após reunião com os comandantes das Forças Armadas. O recurso também questiona a delação de Mauro Cid, aponta suposto cerceamento de defesa e cita os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, este último o único voto pela absolvição do ex-presidente.
O STF deve decidir até dezembro se decreta ou não a prisão de Bolsonaro. O julgamento que o condenou ocorreu em setembro, com placar de quatro votos a um. O relator, ministro Flávio Dino, segue acelerando os processos ligados à investigação da tentativa de golpe, tendo já marcado novas sessões para os demais núcleos investigados. Informações do UOL e STF.
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