
A cerimônia na Assembleia Legislativa da Bahia, nesta sexta-feira (26/10), que concedeu o título de cidadão baiano ao ministro das Cidades, Jader Filho, teve todo o figurino de um grande ato político: tapete vermelho, discursos alinhados e aplausos protocolares. No entanto, bastava um olhar mais atento para perceber que a plateia traduzia outra história: poucos prefeitos, raras lideranças e quase nenhum pré-candidato. Um silêncio que fala alto sobre o atual momento do MDB baiano, que parece caminhar na corda bamba entre o prestígio histórico e a perda de espaço no tabuleiro governista.
A sigla, que sonha em manter a vice na chapa de Jerônimo e ampliar sua bancada federal, atualmente só conseguiria reunir votos para manter apenas um federal, Ricardo Maia. Fora o otimismo dos irmãos Vieira Lima, poucos acreditam que Jaime Vieira possa ultrapassar a barreira das urnas e garantir o segundo deputado federal. Já na disputa estadual, a briga é mais acirrada: o deputado Mateus de Geraldo Jr enfrenta o ex-prefeito de Coronel João Sá, Carlinhos Sobral, por uma segunda vaga ainda incerta, enquanto Rogério Andrade mantém com folga o primeiro posto.
No fundo, o MDB busca algo mais urgente do que palanque: novos nomes. O partido, que um dia foi sinônimo de força e presença territorial, agora precisa de renovação para não se perder na névoa dos arranjos eleitorais. A solenidade, discreta em público e modesta em presença, acabou se tornando o retrato fiel do próprio momento emedebista: um grande salão, com poucos convidados e muitas cadeiras vazias
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