
Depois de 15 anos cumprindo pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, Francisco Mairlon Barros Aguiar voltou a ser um homem livre. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou o processo que o condenou pelo chamado “Crime da 113 Sul”, determinando a soltura imediata do ex-detento. O alvará foi expedido na terça-feira (14/10), e Mairlon deixou o presídio na madrugada desta quarta (15), por volta das 0h20, sob forte emoção da família e dos advogados.
Condenado a 47 anos de prisão pelo triplo homicídio do casal José e Maria Villela e da empregada Francisca Nascimento Silva, Mairlon sempre negou envolvimento no crime. Ele foi apontado como cúmplice por dois homens que confessaram a autoria dos assassinatos, mas um deles, Paulo Cardoso Santana, voltou atrás anos depois e afirmou que Francisco não participou do caso. A mudança no depoimento foi decisiva para reabrir o processo.
A revisão judicial foi conduzida pela ONG The Innocence Project, que atua em casos de possíveis condenações injustas. Com base no novo recurso apresentado pela entidade, o STJ reconheceu falhas graves na investigação e anulou a sentença. A decisão foi unânime entre os ministros da Sexta Turma, garantindo a liberdade de Francisco.
Ao sair da prisão, visivelmente emocionado, Mairlon agradeceu à família, aos advogados e aos ministros que votaram pela anulação. “É o dia mais feliz da minha vida. Muita gratidão às pessoas que não desistiram de mim. Foram muitos obstáculos, mas eu precisei ser resiliente”, disse, cercado por familiares na porta da Papuda.
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