
O plenário da Assembleia Legislativa da Bahia decidiu nesta sexta-feira (10) pela manutenção da prisão preventiva do deputado Binho Galinha (PRD), investigado por liderar uma milícia em Feira de Santana. Em votação secreta e impressa, 34 parlamentares votaram a favor da continuidade da prisão, 18 foram contrários e houve uma abstenção. A sessão contou com a presença de 53 dos 63 deputados e com a defesa do parlamentar, que discursou por 15 minutos antes da votação.
A decisão ocorre um dia após o Superior Tribunal de Justiça negar habeas corpus em favor do deputado, mantendo a prisão preventiva determinada pela Justiça Federal. Binho Galinha está preso desde 3 de outubro, após dois dias foragido. Durante a operação da Polícia Federal que o atingiu, também foram presos sua esposa, Mayana Cerqueira da Silva, e seu filho, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano.
Com o resultado, a AL-BA deve comunicar oficialmente à Justiça a decisão do plenário dentro de três sessões. O caso marca um dos episódios mais delicados do Legislativo baiano nos últimos anos, envolvendo um parlamentar acusado de integrar e chefiar uma organização criminosa armada.
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