
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, vive um momento delicado no tabuleiro político nacional. Diante das dificuldades de ter sua candidatura presidencial abrigada pelo União Brasil, o gestor avalia migrar para o Solidariedade, partido que promete apoio formal à sua pretensão de concorrer ao Palácio do Planalto e que deve formar federação com o PRD.
No núcleo do União Brasil, a prioridade é costurar unidade com outras siglas de direita e centro-direita, como Republicanos, PP, PL e PSD, e os nomes que despontam como mais viáveis são os dos governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Ratinho Júnior (PR). A movimentação de Caiado, acompanhada de perto pelo presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força, sinaliza a tensão entre ambição pessoal e estratégia de coalizão partidária.
O incômodo do governador tornou-se público no fim de semana, após declarações de Ciro Nogueira (PP) indicando Tarcísio ou Ratinho como candidatos de consenso. Caiado reagiu nas redes sociais, ironizando o colega e evidenciando a disputa interna. Enquanto negocia com o Solidariedade, ele ainda não fecha a porta para permanecer no União Brasil, mas o cenário indica que seu desejo de concorrer à Presidência poderá redefinir alianças e estratégias políticas para 2026, com implicações diretas na sucessão em Goiás e no xadrez nacional da oposição.
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